Os benefícios do comércio eletrônico: Histórias de pequenas empresas que alavancaram seus negócios através da internet

Há alguns anos um dos principais atrativos para chamar a atenção dos consumidores se restringia basicamente a uma vitrine chamativa em frente ao ponto comercial. No entanto, o crescimento do número de pessoas com acesso a internet bateu todos os recordes mundiais, chegando a incrível marca de 40 milhões de internautas brasileiros. E com o avanço das ferramentas de comunicação, o relacionamento entre consumidor e empresas ganhou mais uma interatividade e amplo alcance geográfico.

De São José para o mundo

Casos de pequenas e micro empresas que usaram a internet como ferramenta para o crescimento e tiveram sucesso não são raros, tais como a empresa Corrêa Voz Locuções On-line, de Júnior Corrêa, que trabalha com locuções para rádio, televisão, áudio visual e jingles. Hoje mais de 200 clientes por todo país usam a locução de Júnior em suas edições.

“Comecei trabalhando em casa mesmo, troquei a TV e a produtora de vídeo para arriscar em algo novo: trabalhar via internet. A coisa deu tão certo que hoje tenho clientes espalhados por todos os cantos do país”, orgulha-se Júnior. “No começo tinha apenas um contato em Ponta Grossa, mas, aos poucos, o pessoal foi indicando minha empresa. Meus principais clientes são agências, produtoras de áudio e vídeo e inúmeros outros. Fazemos uma média de 200 locuções por mês”.

Num piscar de olhos

Júnior conta que a internet trouxe uma velocidade incrível para seu negócio e cita um exemplo. “Lá em Cuiabá (MT) a agência de publicidade me manda um texto via MSN, eu baixo e gravo com a minha voz. Em menos de 15 minutos eles já estão com o texto da edição pronto, já montando o material. E isso funciona com todos os meus clientes, incluindo o Governo dos estados do Amazonas, Rio de Janeiro…”, afirma.

Ouvido em mais de 20 países

A empresa é de São José – SC, na Grande Florianópolis. No ano passado ele mandou uma locução para uma agência de São Paulo, que por sua vez a enviou para a Globo Internacional. “Esse material era para um spot de uma churrascaria de Boston – Massachusetts (EUA). Essa gravação ficou veiculando por dois meses, isso quer dizer que minha voz, através da internet, foi ouvida em mais de 20 países”, conta.

Campanha de Reichembach

A Corrêa Locuções On-line tem clientes em várias cidades do país, em Francisco Beltrão diversas empresas como a Naja Produtora de Áudio, Ádamo Publicidade, Maqgil e Raffer utilizam suas locuções. “Além disso, fizemos o material da campanha para prefeito de Reichembach, jingles da Expobel e Expopato… e tudo isso via internet, que traz uma agilidade incrível no meu trabalho”.

100% beltronense

Outra empresa que utiliza a internet como ferramenta para o crescimento é a Agecel, criada há pouco mais de 1 ano e hoje já conta com 26 franquias espalhadas por todo país. “A empresa é 100% beltronense, ou seja, foi desenvolvida em Francisco Beltrão. Ela começou com a lista telefônica impressa, com o empresário Leonir de Campos, que uniu essa tecnologia com a tecnologia do celular e passou a oferecer a lista telefônica comercial pelo celular”, explica o gerente de marketing da empresa, Fernando Matsui. “A gente anda de braços dados com a tecnologia, e um dos carros-fortes do nosso sistema é através da internet. Temos o site que explica o que é a Agecel, como ela surgiu, dentre vários outros tópicos”.

Várias parcerias

De acordo com Fernando, a empresa contou com várias parcerias, portanto o investimento para o desenvolvimento e a comercialização do novo software foi bem baixo. “Várias empresas contribuíram para o crescimento da lista telefônica, tais como a Leosoft”, destaca.

Diferenciais

Um dos grandes diferenciais da Agecel é um aplicativo que a empresa distribui gratuitamente através de download, que é baixado pelo site e depois transferido via cabo para o celular. “Temos alguns desses aplicativos em Francisco Beltrão e nas demais cidades onde temos franquias franquias co Beltrao. A esse dispositivo chamamos de PDA”, explica. “Mas existem outras formas de baixar isso para o usuário, que é na forma de wap, onde o usuário pode acessar a internet através do celular e baixar a lista”, continua Fernando.

Novos projetos

Segundo o gerente de marketing, a Agecel está com projetos de levar seus serviços além das fronteiras nacionais. “Pretendemos chegar ao comércio internacional”, conclui.

Fonte: Opinião Regional
Repórter Lucas Carniel

Aparência ajuda nos buscadores de preços

SÃO PAULO – Medidas simples como ter uma logomarca e um slogan ou gravar um vídeo institucional podem auxiliar as lojas virtuais a se destacarem nos buscadores de preços.

Durante palestra no seminário INFO “E-commerce na era da web 2.0″, o presidente do Buscapé, Romero Rodrigues, afirmou que a internet hoje dá uma chance inédita para que estabelecimentos pequenos ou pouco conhecidos construam uma boa reputação na internet. Basta que tomem alguns cuidados.

Entre os “mandamentos” para se sair bem em buscadores de preços, o executivo destaca a importância de usar boas imagens dos produtos que serão vendidos. “Quanto melhor o trabalho, mais vai atrair pessoas para o seu site”, disse. Fazer uma descrição detalhada de cada item também ajuda a captar a atenção do consumidor.

Segundo Rodrigues, é importante também ter um slogan e uma logomarca. “As lojas que têm acabam conseguindo mais cliques na logomarca do que na parte de avaliação”, explicou. Já os vídeos institucionais ajudam os consumidores a descobrirem a “cara” da loja virtual quando for pouco conhecida.

Outra estratégia que dar certo está em oferecer cupons promocionais, como descontos especiais e frete grátis, ou parcelar em várias prestações. “O consumidor diz: ´Eu tenho R$ 50 na carteira e quero comprar uma geladeira. Quem resolve esse problema para mim?´”, ressaltou Rodrigues. De acordo com o executivo, vale a pena também conquistar uma certificação e tentar garantir um serviço de qualidade, o que resultará em boas qualificações.

Para o presidente do Buscapé, há o mito de que o preço oferecido e a marca já garantem sucesso nos buscadores virtuais. “Não é só isso”, disse. “A reputação é o maior fator.”

Fonte: Maurício Moraes, da INFO

Magoweb lança site para resultados

A Magoweb lança esta semana no mercado o site Mago Expert. A solução vai ser comercializada para auxiliar as empresas no mercado digital.

A grande novidade no desenvolvimento deste site é o foco no retorno sobre o investimento. A utilização do ROI no projeto facilita as organizações nas definições dos retornos desejados. Esta aplicação permite a criação de ações estratégicas para as empresas serem encontradas na internet. Nele estão inclusos: otimização de conteúdos, link patrocinado, relatórios com o resultados obtidos através da ferramenta, pré-otimização do código fonte e arquitetura da informação já focada em resultados.

O site Mago Expert facilita a entrada das empresas na internet com ações especificas para gerar resultados para os mais variados negócios.

E-commerce cresce 35% em 2008, diz e-Bit

SÃO PAULO – A e-bit avalia que as lojas online brasileiras devem fechar o ano com expansão de 35% no faturamento.

O estudo diz que a principal responsável pela alta no consumo online é a inclusão digital. No ano, o número de brasileiros com acesso à banda larga deve saltar 42%.

Novos internautas são, em geral, mais desconfiados em relação ao comércio eletrônico e precisam de tempo para ganhar confiança nas compras online, avalia a e-bit. A empresa, no entanto, diz que a modalidade mantém-se atrativa não só pela comodidade de comprar sem sair de casa, mas pelos preços mais baixos que a média do varejo físico.

Vendas pela web, em geral, permitem cortar custos como distribuição e marketing no ponto de venda, o que abre espaço para prática de menores preços.

fonte: Felipe Zmoginski, do Plantão INFO

Magoweb oferece sistema de RH que proporciona mais visibilidade de mercado ao cliente

A necessidade de ter um sistema ágil e que garantisse um número maior de participantes fez com que a Capital Humano, empresa atuante há 4 anos em Santa Cruz do Sul, RS, na área de gestão de pessoas, procurasse a Magoweb para adquirir uma ferramenta capaz de suprir as demandas do dia-dia. A solução encontrada pela empresa foi o Sistema Específico para RH, para o recebimento de currículos e realização dos processos seletivos.

Sócias: Priscilla e ElianaSócias: Priscilla e Eliana

Para a psicóloga Priscilla Teloeken e a administradora Eliana Gaspary, sócias-proprietárias da Capital Humano, a gestão de pessoas é essencial para o sucesso de uma empresa. Segundo elas a partir da gestão é que as organizações podem identificar e desenvolver seus talentos, diferenciando-se no mercado competitivo. “ A aceitação do sistema pelo público-alvo foi positiva, nos proporcionou uma maior visibilidade do mercado e é uma solução importante para a divulgação dos nossos serviços. Atualmente não teríamos mais como trabalhar sem ele”, comenta Priscila.

Dentre os planos para o futuro, as sócias pretendem integrar mais soluções ao sistema para torná-lo cada vez mais atrativo e eficiente, mantendo a agilidade nos processos seletivos. A Capital Humano está em ritmo de crescimento e implementação de novos serviços, e com a ferramenta se agrega cada vez mais ganho de competitividade e inovação.

O Sistema Específico para Recursos Humanos da Magoweb dispõe de uma ferramenta de cadastro de currículos para candidatos, módulo de inclusão de vagas para empresas e gerenciador de informações para uso interno. Na ferramenta são possíveis algumas adaptações, conforme a necessidade de cada cliente.

E-mail marketing: Por que é tão importante manter a excelência na entrega?

Quando se planeja uma campanha de e-mail marketing, costumo ver que o principal foco dos profissionais de marketing e comunicação está na atração do maior número de destinatários possível para a leitura das mensagens. Afinal, o principal objetivo de qualquer ação de marketing é: audiência e conversão. Tamanha é a nossa concentração no recado a ser enviado que, muitas vezes, esquecemos que o e-mail marketing deve ultrapassar a redação e a criação de um layout. Há uma série de aspectos a serem observados para que nosso objetivo maior seja atingido.

Para criarmos uma campanha digital verdadeiramente bem-sucedida, precisamos ficar atentos a todo um escopo de trabalho, que torna a rotina do envio mais bem sucedida, conquista melhores resultados, visualização e, principalmente, mensuração do ROI. O primeiro passo é, justamente, a criação do template, não somente focado no desenho ou na imagem a ser escolhida, mas no desenvolvimento de um material que será efetivamente visualizado pelos destinatários do e-mail.

É preciso entender, antes de mais nada, que provedor não vê layout, mas sim códigos HTML. Se isso não for bem trabalhado, a entrega pode ser comprometida por conta da dificuldade na visualização da mensagem. Portanto, nessa etapa inicial, a questão ainda não é criação, mas sim desenvolvimento tecnológico.

Em segundo lugar, é necessário integrar as boas práticas de e-mail marketing e usabilidade a esse processo. Otimizar imagens, criar textos atrativos, verificar a diagramação e encontrar o equilíbrio ideal entre texto e imagem.

A partir daí é que se inicia o processo de entrega das mensagens, com a segmentação das bases de contatos e escolha dos destinatários mais adequados. É exatamente nesse momento que a plataforma, por si só, ganha fundamental importância, pois traz a capacidade de segmentar a base e distribuir conteúdos relevantes para cada grupo de pessoas de forma programada e automatizada. Porém, entre a segmentação e o envio real há um longo caminho, que precisa ser trilhado a contento para que a entrega cumpra seus objetivos.

Quanto mais as empresas se preocuparem em alinhar o Marketing de relacionamento às boas práticas de usabilidade, mais o trabalho caminhará para um processo de fluidez permanente. As ferramentas de relacionamento digital conseguem falar com milhares de pessoas diferentes e responder a todas com a mesma velocidade. Quanto mais “redondo” e bem articulado estiver o sistema utilizado, mais retornos e melhores respostas sua empresa terá.

Boas práticas de email marketing, template otimizado, base de contados segmentadas, envio, visualização e click throught. Eis aí o ciclo de um trabalho realmente bem articulado. Não se pode esquecer que uma boa plataforma de envio não faz seu trabalho sozinha. Ela precisa estar a serviço de uma equipe bem preparada para dar o retorno esperado.

Isso é o que chamamos de Inteligência Digital, ou seja, aplicar conhecimentos, adquiridos por meio de atuais estudos e pesquisas que possibilitam a geração de um retorno alinhado às expectativas de todo e qualquer marketing. Sabemos que os softwares, por mais completos que se apresentem, precisam de uma programação adequada de acordo com a demanda de cada empresa, que pode ser feita pelas equipes. Sem a necessidade de mexer em sua estrutura tecnológica, os sistemas vêm preparados para serem alinhados com o foco de cada organização.

Uma equipe que entende bem o e-mail marketing e também a importância da comunicação digital para análise de reputação da marca, alinha tudo isso às funcionalidades de uma plataforma, sem dúvida, contribui em prol de algo muito maior: a fidelização de seu público a cada clique realizado em uma mensagem.

Fonte: Mundo do Marketing: Publicado em 9/10/2008 Por Ricardo Ramos*
* Ricardo Ramos é CIO da Virid Interatividade Digital, empresa especializada em soluções e serviços de e-mail marketing. ricardo@virid.com.br

Vendas on-line movimentaram R$ 3.8 bi no 1º semestre

O mercado de vendas on-line não pára de crescer. De acordo com dados divulgados nesta última terça-feira (7) pela Provar (Programa de Administração de Varejo) e pela FIA (Fundação Instituto de Administração), em parceria com a Felisoni Consultores Associados apontou que o mercado de vendas na internet no país movimentou R$ 3.8 bilhões só nos primeiros seis meses do ano.

Batizado de “Pesquisa E-Commerce x Varejo Tradicional: Perfis e Preferências dos Consumidores”, o levantamento avalia o processo de escolha do canal de compra por parte dos consumidores e registra hábitos e tendências com objetivo de auxiliar o planejamento e execução de estratégias pelos executivos do negócio.

Segundo o site Convergência Digital,foram investigadas três categorias de produtos: áudio e vídeo, linha branca e eletroportáteis. Segundo o que a E-bit Empresa apurou, no primeiro semestre de 2008, houve um crescimento de 290% frente ao mesmo período de 2005.

A pesquisa também revela o comportamento de compra do consumidor em relação às seguintes questões:

-Apesar da utilização da internet por 78% dos respondentes, menos de 5,8% utilizam este canal para realizar compras de eletrodomésticos, áudio e vídeo e eletroportáteis;

-Por outro lado, destaca-se o hábito da negociação de preços ou de condição de pagamento em 85% dos respondentes, possível apenas no varejo tradicional;

-Lojas especializadas e grandes redes foram citadas pelos consumidores como o canal de compras preferido;

-Considerando que as categorias de produtos caracterizam-se por produtos encontrados em diferentes varejistas, 94% dos consumidores afirmaram pesquisar antes de efetuarem suas compras;

- Outro aspecto importante é o uso do crediário na realização de compras. 58% dos entrevistados disseram já ter deixado de comprar algum bem por causa da taxa de juros elevada;

- 44,1% dos consumidores de linha branca afirmaram preferir pagar suas compras com crediário, contra 33,5% de eletroportáteis e 42% de áudio e vídeo que preferem pagar com cartão de crédito.

-Na escolha do local de compra, destacaram-se os seguintes atributos: condições de pagamento, prazo de entrega, atendimento, ambiente de loja e preço do produto.

O levantamento contou com a participação de 429 consumidores de linha branca, áudio e vídeo e eletroportáteis, da região sul da cidade de São Paulo, que já tivessem comprado pelo menos um produto dos segmentos relacionados.

Do total entrevistado, 42% enquadram-se nas classes sócio-econômicas B1 e B2; as mulheres foram responsáveis por 53% das respostas; 54% dos participantes possuem idade entre 21 e 40 anos; 58% declararam-se casados; 51% são trabalhadores com emprego formal; e 64% afirmaram ter moradia própria.

Outras características da mostra são referentes aos 42% que informaram ser chefe de família, sendo que 37% têm ensino médio completo ou superior incompleto; e aos 70% dos respondentes que têm filhos, sendo que 58% têm dois ou três.

Fonte: Redação Adnews, com informações do Convergência Digital

Fazer compras na internet pode sair mais barato do que no supermercado

Mariana Schreiber – O Globo Online

RIO – Fazer compras de supermercado pela internet já custa quase a mesma coisa do que ir até a loja. Há redes em que os preços na web são até menores do que nos pontos de venda físicos, revela pesquisa da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste) divulgada nesta terça-feira. O estudo comparou o custo de uma cesta de cem itens de marcas líderes de mercado, sempre contrapondo o preço total na loja e no site de uma mesma rede. Considerando nove redes pesquisadas, em seis casos os preços na internet ficaram mais atraentes ou menos caros na comparação com as lojas do que eram no ano passado.

No Rio de Janeiro, por exemplo, a cesta sai 5% mais cara se for comprada na loja do Pão de Açúcar do que ser for adquirida no site da rede. Em 2007, a diferença era de apenas 1%. Já no Pão de Açúcar de Curitiba, o preço na loja está 1% maior do que no site, enquanto no ano passado os preços eram os mesmos nos dois meios de compra. No Hippo de Florianópolis, comprar via web era 2% mais caro em 2007. Hoje, a loja é que custa 1% a mais.

- A redes percebem que mais gente está usando internet e vêem aí um mercado em potencial a ser explorado. Oferecer compras pelo computador é um diferencial para o consumidor – explica a assessora da Pro Teste, Vera Lúcia Ramos.
Teste aqui se você conhece as armadilhas do supermercado

Em Belo Horizonte, a cesta continua custando mais no site da rede Mart Plus, mas a diferença caiu de 6% para 3%. Já no Mercadograma, em Curitiba, os preços na internet estão 1% mais caros, contra 2% em 2007. No Pão de Açúcar de São Paulo, no entanto, as compras na internet estão 4% mais caras que na loja, enquanto no ano passado a diferença era de 3%.

No caso das compras pela web, os mercados costumam cobrar taxa de entrega, que chega a R$ 14,00 no caso do Mart Plus de Belo Horizonte. Mas, mesmo assim, a Pro Teste acredita que vale a pena comprar de casa.

- O consumidor também tem gastos para se deslocar até o supermercado. Além disso, comprando de casa, ele não corre risco de cair na tentação de adquirir coisas desnecessárias – argumenta Vera.
No Rio, uma mesma cesta de compras pode custar de R$ 140,99 a R$ 389,59

A Pro Teste também realizou uma pesquisa de preços em mais de mil mercados de 13 cidades do país e criou rankings para custos de duas cestas, uma considerando cem itens de marcas líderes (cesta 1) e outra com os itens mais baratos do mercado (cesta 2).

No Rio, a cesta 1 pode ser encontrada por R$ 212,36 no Atacadão da Avenida Vicente de Carvalho, na Zona Norte, ou por até R$ 311,37 no Zona Sul da Rua Bambina. Já a cesta 2 varia de R$ 389,59 na loja BR Mania da Avenida das Américas a R$ 140,99, também no Atacadão.

Segundo a pesquisa, a melhor opção para o consumidor é comprar em hipermercados (lojas com mais de 5 mil metros quadrados de área de venda, mais de 60 caixas e que vendem em média 45 mil itens). A Pro Teste alerta que os preços costumam ser bem mais salgados nas lojas de conveniência de postos de gasolina, onde os produtos podem chegar facilmente a custar 60% a mais do que a opção mais barata da cidade.

Nos casos de São Paulo, Bahia e Pernambuco, são os estabelecimentos hard discount (lojas de sortimento limitado, com foco em produtos de mercearia e cerca de 700 itens à venda) que oferecem os melhores preços nas cestas.

Fonte: O Globo Online

Estudo revela que brasileiros que fazem compras pela internet já somam 7 milhões

País tem maior número absoluto de e-consumidores da América Latina e Caribe; percentual da população ainda é pequeno
Estudo revela que brasileiros que fazem compras pela internet já somam 7 milhões

SÃO PAULO – O número de brasileiros que têm o hábito de fazer compras pela internet já soma sete milhões, o que faz do Brasil o país com maior número de e-consumidores de toda a América Latina e Caribe, com 36,5% do total, segundo apurado por um estudo encomendado pela Visa e pela AmericaEconomia Intelligence.

Por outro lado, apesar de possuir o maior número de consumidores on-line em termos absolutos, o País fica atrás da Costa Rica (7,5%), Peru (9%) e Colômbia (4%), por exemplo, quando analisado o percentual de e-consumidores e o tamanho da população, apresentando o índice de 3,7%.

A explicação, segundo o estudo, estaria na falta de infra-estrutura digital. “O Brasil precisa dedicar mais recursos para construir uma rede mais robusta, redundante, por meio do esforço público-privado”, diz o diretor-executivo da Camara-e.net (Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico), Gerson Rolim.

Fonte: InfoMoney

A internet e as novas regras do jogo

Dailton Felipini*

Imagine que você seja um técnico “retranqueiro” de um time de futebol. Como a regra do campeonato estabelece que uma vitória vale 2 pontos e um empate 1 ponto (essa era a regra no futebol brasileiro há algum tempo) você obtém um relativo sucesso garantindo muitos empates e algumas vitórias contra times mais fracos ou em jogos em casa. No entanto, por alguma razão que foge ao seu controle, a regra é mudada e a vitória passa a valer 3 pontos, ou seja, três vezes mais que um empate. O que você como um treinador esperto deve fazer? Mudar a maneira de jogar de seu time, tornando-o mais ofensivo e buscando mais vitórias porque jogar pelo empate já não vale mais a pena. Isso se chama adaptação a uma nova realidade e trata-se de uma questão de sobrevivência em ambientes competitivos. Assim como no futebol, o varejo representa um ambiente altamente competitivo e o surgimento da Internet está acentuando mais ainda a disputa pelo consumidor. Ao mudar muitas das regras tradicionais, o e-commerce está forçando os dirigentes de empresas a se adequarem a nova realidade para evitar a perda de clientes.   Vejamos alguns exemplos de mudanças:

Varejo tradicional e informação on-line. Pesquisas recentes indicam que cerca de 30% dos consumidores das lojas físicas pesquisam na Internet antes de adquirir o produto. Considerando que esse percentual tende a aumentar em decorrência da maior penetração da Internet nas classes mais baixas, imagine o que deverá  acontecer com as lojas que não tem, no mínino, uma boa presença na Internet.

O fator preço é mais do que relevante na web. Em decorrência da eliminação de custos relevantes e, principalmente, da maior facilidade do consumidor em encontrar o produto e comparar preços, a Internet é um meio muito competitivo no quesito preços. Adivinhe o que vai acontecer com lojistas que acham que uma commodity vale mais em sua loja virtual do que na dos concorrentes e, pior, têm esperança de que o e-consumidor  acredite nisso.

O fim do atravessador. Essa palavra era muito usada para se referir a um determinado intermediário que comprava por X e vendia por 10X sem agregar valor algum à mercadoria. Isso é uma anomalia econômica possível somente em mercados nos quais o consumidor não tem plena informação e não tem muitas alternativas de acesso ao produto, exatamente o oposto do que ocorre na Internet onde em questão de minutos o consumidor  descobre uma centena de fornecedores do produto desejado e com apenas um clique do mouse vai até a loja e realiza a compra.

Diminuição da cadeia de distribuição. Aqui não se trata de atravessadores, mas de intermediários cuja presença deixou de ser imprescindível em decorrência da nova tecnologia que possibilita o acesso direto ao consumidor através de um site de e-commerce. Atualmente  vende-se computadores, bicicletas, brinquedos, alimentos, passagens aéreas… enfim, uma infinidade de produtos diretamente do fabricante ou prestador de serviço para o consumidor final. Empresas que estão posicionadas no meio da cadeia de distribuição devem repensar o seu modelo de negócio considerando as características do produto comercializado, pois quanto maior a adaptação desse produto ao canal Internet maior é o risco do negócio diante da nova realidade.

Pois é, os tempos realmente mudaram para o comércio e o que impulsionou essas mudanças é o fato de que o consumidor adotou a Internet  como canal de pesquisa e de compras. Quem quiser ficar torcendo contra a nova realidade para não ter que se mexer vai ficar sozinho na arquibancada, além de correr o risco de ver a sua equipe cair fora da competição.

*Dailton Felipini é Mestre em Administração pela Fundação Getúlio Vargas e professor de Comércio Eletrônico na Universidade Mackenzie. É consultor, autor de vários ebooks sobre o e-commerce e editor dos sites: www.e-commerce.org.br  e   www.abc-commerce.com.br

Artigo enviado para Assessoria através do Franqueado de Recife – Ivanildo