Artigo | Entendendo o público-alvo: O consumidor online

Uma das maiores dificuldades do profissional de marketing é entender o seu público-alvo. Para fazer marketing e vendas na internet não é diferente; temos que entender o nosso público-alvo e, principalmente, entender as características do consumidor na internet, saber o que muda no seu comportamento e como devemos nos adaptar.

A pesquisa mais abrangente realizada nesta área, a Technographics, da Forrester  Research (Modahl, 2000), que sugere uma forma de segmentação dos consumidores em relação à tecnologia, em um misto de demografia com psicografia.

Tecnográfico

Para entender o comportamento do consumidor online, não basta apenas considerá-lo nos seus aspectos demográficos.

É preciso entender também como é o seu comportamento em relação á tecnologia e ao risco de uma nova experiência de compra. A demografia continua útil, mas não é suficiente. Veja, por exemplo, que uma pessoa que não tem renda para ter um computador e que não tem acesso ao computador no trabalho dificilmente comprará qualquer coisa online. Por usa vez, duas pessoas com renda, formação e idade iguais podem ter comportamentos absolutamente distintos em relação às compras online, dependendo da aceitação que tenham da tecnologia.

Modahl (2000) desenvolve amplamente esse tema, propondo, a partir da pesquisa Technographics, um modelo para separar os consumidores online em três dimensões, misturando aspectos demográficos e psicográficos: renda (alta ou baixa); postura diante da tecnologia (otimista ou pessimista); e motivação principal (carreira, família ou entretenimento):

Quadro Technographics

Carreira Família Entretenimento
Alta Renda Acelerados Seguidores da Nova Era Ratos de Mouse Adotantes Iniciais

Superusuários de tecnologia, pressionados pela falta de tempo Acreditam na tecnologia para a família e a educação Dedicam-se à diversão interativa, principalmente no PC
Baixa Renda Tecno-Esforçados Simpatizantes digitais Pechincheiros Primeiros Seguidores
Usam a tecnologia para crescer na carreira Amantes da tecnologia orientados á família Procuram tecnologia e videogames baratos para diversão
Carreira Família Entretenimento
Alta Renda Negociadores Tradicionalistas Viciados em mídia Seguidores cautelosos
Profissionais bem-sucedidos que não toleram muito a tecnologia Suspeitam de qualquer tecnologia além da básica Amantes da TV e tecnologias relacionadas
Baixa Renda Cidadãos marginalizados

Não têm oportunidade de acesso á tecnologia, sendo os menos receptivos a ela.

Retardatários

Fontes: Adaptado de Modahl (2000) e de www.forrester.com; acesso em set. 2003.

Adotantes iniciais

Os consumidores mais otimistas em relação à tecnologia e que têm maior renda são os que mais compram online, estando no grupo dos adotantes iniciais. Seu perfil de compras muda conforme sua motivação principal, mas o fato é que são os primeiros a aderir às novas tecnologias e, portanto, a comprar na internet.

Os acelerados têm como principal motivação a carreira e compram na internet principalmente por conveniência, estando também entre os primeiros a comprar online. Preocupados com suas carreiras, aceitam bastante risco e tipicamente comprarão na internet para ganhar tempo ou para se manter atualizados ou à frente das outras pessoas, buscando status.

Os seguidores da nova era também são otimistas em relação à tecnologia e têm alta renda, mas motivam-se pelas necessidades da família, querem ajudar seus filhos e elevar o nível de bem-estar geral da família. Por essa razão, são consumidores que procuram segurança e se sentem muito bem lidando com marcas tradicionais. Em geral, são os primeiros seguidores dos acelerados e têm uma importância especial para as vendas online: são formadores de opinião para consumidores menos otimistas em relação à tecnologia.

O terceiro grupo de adotantes iniciais é o dos “ratos de mouse”, cuja motivação principal é a diversão. Esses consumidores online compram filmes, CDs, livros e jogos online, procurando também informações e serviços diversos de entretenimento. Sua motivação maior é a diversão, portanto têm um perfil de navegação na rede que é mais aleatório, sendo os que mais compram por impulso. A pesquisa da Forrester também descobriu que os ratos de mouse são os maiores adeptos de compras em supermercados online, pelo ganho de tempo (que pode ser usado para lazer) que têm em relação ao comprar fora da internet.

Primeiros seguidores e seguidores cautelosos (consumidores típicos)

Os consumidores típicos são a maior fatia do mercado, reunindo tanto otimistas em relação à tecnologia (porém com baixo poder aquisitivo), os primeiros seguidores, quanto pessimistas em relação à tecnologia, mas com alto poder aquisitivo, os seguidores cautelosos.

O grupo dos otimistas com baixo poder aquisitivo deve ser atendido com ofertas de baixo custo. Na verdade, são um mercado muito atrativo para computadores, dispositivos e software baratos, além de superofertas online. Nessa categoria, há uma maior concentração de jovens, o que abre espaço para um trabalho de formação de opinião e vendas de longo prazo, já que, potencialmente, esses jovens podem enriquecer ao longo de suas vidas.

Por outro lado, o grupo dos pessimistas em relação à tecnologia e que têm poder aquisitivo é um dos mais fascinantes.

São pessoas que podem ter computadores, podem ter acesso à internet (frequentemente posssuem ambos), mas por alguma razão não compram na rede e não se animam com as novas perspectivas de negócios. Do ponto de vista de capacidade financeira, é um grupo com enorme potencial de compra, o que o torna forte alvo para o marketing. De forma geral, os pessimistas são atraídos por boas marcas (se possível, tradicionais e com propaganda fora da internet e muita facilidade de uso.

Por exemplo, o uso de um call center ou mesmo de catálogos em conjunto com a venda pela internet é uma boa estratégia para vendas para os pessimistas, amplamente usada pelos grandes varejistas online brasileiros.

Retardatários

O grupo dos retardatários é composto pelos cidadãos excluídos da economia, que não possuem dinheiro e são pessimistas em relação à tecnologia. Esses consumidores têm muita dificuldade de comprar pela internet, pois lhe falta dinheiro necessário para ter o computador e o acesso, assim como também lhes falta a necessária motivação, e até o discernimento, para querer utilizar a tecnologia.

Ainda que não sejam os melhores consumidores para serem focalizados por um empreendimento, já que estão na rede em baixo percentual e possuem poucos recursos para comprar, podem ser importantes, ainda mais em um país como o Brasil, por serem numerosos. Para uma empresa que deseje trabalhar nesse tipo de mercado, possivelmente vale mais a pena investir dinheiro em ajudar o seu consumidor a chegar à internet, por exemplo, com quiosques ou mesmo financiando computadores baratos, do que simplesmente fazer propaganda.

Consumidor Online

O Brasil é um país com acentuado desequilíbrio na distribuição de renda, o que acarreta uma grande desigualdade no acesso a internet, já que apenas uma pequena parcela da população tem condições financeiras e culturais para acessar a rede.

No país, as pessoas com acesso a internet fazem parte da minoria com maior poder aquisitivo e maior escolaridade. Por exemplo, o Mapa da Exclusão Digital (2003) mostra que, enquanto o total de brasileiros com curso superior é de cerca de 6% da população, o percentual de brasileiros com curso superior entre os que acessam a internet é de mais de 35%.

No Brasil, não temos uma pesquisa com a abrangência da Technographics, mas a e-Bit publica na internet, regularmente, a pesquisa Webshopper, por essa pesquisa, podemos perceber que a maior parte dos compradores do Brasil é de adotantes iniciais, ou seja, otimistas em relação à tecnologia e com alto poder de compra. Certamente, também há compras de otimistas com baixo poder aquisitivo, que já se encaixam na categoria dos consumidores típicos, mas, por terem menos dinheiro, acabam sendo menos relevantes.

Um dos grandes desafios do marketing na Web, no Brasil, é justamente conseguir que os consumidores típicos com alto poder aquisitivo, mas que não compram por resistência à tecnologia, comecem a comprar.

Compra por impulso

Não há dúvida de que as pessoas compram por impulso pela internet. Muitos chegaram a questionar que o consumidor na rede se tornaria mais racional e menos sujeito a impulsos do que em uma loja física, pela facilidade de comparação de preços que a internet oferece. Mas, aparentemente, as pessoas continuam fazendo compras por impulso, mesmo no ambiente online. Um dos mais fortes exemplos é o número de compras geradas a partir do envio de mensagens de correio eletrônico que, por vezes, representam boa parte das vendas de um varejista online, impulsionando o consumidor a ir ao site fazer uma compra. No submarino, por exemplo, cerca de 34% das vendas são atribuídas a ações de e-mail marketing.

Outra evidência forte de que há compra por impulso na rede, é o fato de que, quando o meio de pagamento não é imediato, o número de arrependimento nas compras sobe muito e várias vendas são perdidas. Exemplos são as transações por cartão de crédito em que a aprovação da transação não é feita automaticamente pelo site na operadora; os próprios boletos bancários que o cliente tem que pagar posteriormente; ou mesmo uma situação de débito automático, em que o cliente acessa e vê o saldo da sua conta corrente antes de comprar. Em todas essas modalidades, o consumidor tem a oportunidade de pensar duas vezes e, frequentemente, desiste da compra.

Há várias iniciativas interessantes para promover a compra por impulso, como, por exemplo, o 1-Click ordering, a personalização e o GoldBox.

Para maximizar as vendas por impulso, é recomendado que se faça um planejamento, aliando conhecimento dos produtos com conhecimento do público e das suas motivações. O objetivo é oferecer os produtos certos, na hora certa, para dar o impulso necessário ao cliente. A personalização – por permitir ofertas certeiras de grande potencial de atração – e o correio eletrônico – por chegar à caixa postal do cliente e impulsioná-lo a ir ao site – são bons recursos para gerar compras por impulso. Técnicas mais sofisticadas também podem ser utilizadas, a partir de um bom planejamento como, por exemplo, a preparação do cliente por meio de notícias e informações em torno do que se deseja vender, relacionadas a interesses previamente conhecidos.

Flavio Giantomaso é consultor de marketing digital da Magoweb

Artigo | Comece a planejar suas vendas de final de ano

O inicio do pagamento da primeira parcela do 13º salário a 23 milhões de beneficiários (totalizando R$ 9 bilhões) é a largada para as compras de final de ano, que devem bater novos recordes. A começar pelo e-commerce, que fechou o primeiro semestre de 2010 com crescimento 40% superior ao do ano passado e que deve chegar a R$ 14 bilhões, segundo as previsões do e-Bit.

Portanto, este é o momento para planejar as ações promocionais do seu site e ficar um passo à frente da concorrência. Para isso, elaboramos um check-list dos principais pontos a serem trabalhados. São eles:

Dê um “banho de loja” no site: Este é um bom momento para atualizar o conteúdo do site, revendo textos, substituindo imagens antigas, acrescentando novas seções sobre produtos, modernizando o layout e facilitando as consultas dos clientes. O site é como a sua loja: quanto mais atraente ela for, mais visitas terá.

Crie promoções: Para se destacar é preciso criar promoções diferenciadas para os seus clientes na internet. Ofereça algum tipo de benefício: ofertas especiais, preços diferenciados para compras antecipadas, sorteio de brindes, etc. Reserve um espaço especial e de destaque no seu site para elas.

Faça propaganda: Não basta ter um bom site e promoções diferenciadas, é preciso que os seus clientes saibam que elas existem. Para divulgá-las, você pode usar os próprios recursos da internet, como campanhas de links patrocinados em sites de busca como Google, Yahoo! e Bing, banners em portais de conteúdo ou e-mail marketing.

Atenção especial para as redes sociais: Atuar nas redes e mídias sociais como Orkut, Twitter, Facebook, YouTube e Flickr é uma ótima forma de promoção, mas cuidado! Não esqueça que elas são redes de relacionamento e não apenas veículos de propaganda. Isso significa que você também pode receber reclamações e queixas sobre a loja. Além de divulgar, profissionais responsáveis também precisam atuar com atendimento ao cliente.

O importante é pagar: Oferecer todas as formas possíveis de pagamento (cartões de crédito de todas as bandeiras, boleto, débito automático, etc.) também é um diferencial e compensa amplamente os custos envolvidos. A nova lei que entrou em vigor recentemente acabando com o duopólio das operadoras de cartões de crédito trouxe mais vantagens para as lojas, que podem negociar melhores condições de pagamento para você e seu cliente.

Atenção com a logística: Tão importante quanto vender é entregar de forma ágil e com menores custos. Da mesma forma que os pagamentos, procure oferecer opções de remessa, em que o custo é calculado de acordo com prazo de entrega, possibilidade de rastreamento e segurança. Os Correios oferecem ainda o e-Sedex, com desconto de até 50% no preço da remessa para empresas de comércio eletrônico que possuam site próprio e determinado volume de encomendas. Vale a pena se informar.

Monitore a audiência e o tráfego: Uma das grandes vantagens do comércio eletrônico é a possibilidade de mensurar em detalhes a audiência e o tráfego nos sites. Faça uso de ferramentas como o Google Analytics para descobrir o número de visitas, origem dos internautas, tempo de visitação, páginas mais visitadas, horário e dia da semana com maior número de visitas. Estes relatórios constituem um verdadeiro mapa de oportunidades, permitindo que você acompanhe e avalie os resultados das suas ações.

Silvio Tanabe é consultor da Magoweb Marketing Digital e Soluções para Internet

Case | Novo site de e-Commerce aumenta em 70% cadastro de clientes ativos

Com sede em Cachoeira do Sul (RS), a Geguton, empresa do setor metal-mecânico (www.geguton.com), é especializada na fabricação de artefatos em metal para decoração (porta-retratos a painéis, quadros, móbiles) perfazendo um total de 300 itens. Além de comercializar seus produtos para todo o país, a empresa também exporta para Estados Unidos, Argentina, Uruguai, Colômbia e Venezuela. Fornece produtos exclusivos para Imaginarium e Tok&Stok e também desenvolve itens personalizados. Alguns casos de sucesso: Boticário, Cacau Show, Kraft e Itaú, entre outros.

Marketing & Vendas

A Geguton concentra suas ações de marketing em grandes feiras especializadas,  como a Gift Fair e Escolar, onde expõe seus produtos para empresas do Brasil e exterior. As vendas são realizadas nos próprios eventos e por meio do website, em que são divulgados lançamentos e promoções. Até agosto de 2009, o site era responsável por 70% das vendas da empresa, com 3 mil usuários cadastrados e cerca de 800 ativos.

Problema

Mesmo gerando tantas vendas, o site da Geguton era motivo de insatisfação de muitos clientes, que reclamavam das dificuldades em localizar e efetivar a compra dos produtos de interesse. “A navegabilidade era ruim a ainda por cima as páginas demoravam para carregar, provocando mais insatisfação”, resume Janaína Patta, da Geguton. A empresa também não tinha qualquer noção sobre a audiência e tráfego do site, pois não havia relatórios gerenciais sobre número de acessos.

Outra deficiência apresentada era a falta de divulgação. Quem, por exemplo, fizesse uma pesquisa em sites de busca como Google e Yahoo! à procura de artigos de decoração não encontraria a Geguton, pois a empresa não realizava nenhum investimento para promover seu site na internet.

Solução Magoweb

Para desenvolver uma solução que corrigisse esses problemas, o primeiro passo da Magoweb foi realizar um estudo que incluiu, além das questões técnicas do site, uma análise de mercado envolvendo o perfil de seus clientes e atuação dos concorrentes na internet. A partir daí, foram definidas três frentes de trabalho:

Site: criação de layout atualizado, com navegação dinâmica e intuitiva, inserção de ferramenta de pesquisa para facilitar o acesso às informações sobre os itens de interesse, textos curtos e objetivos destacando os diferenciais dos produtos e da empresa e depoimento de clientes satisfeitos para gerar credibilidade.

e-Commerce: no estudo, foi detectado que muitos dos clientes da Geguton (principalmente lojistas) não eram familiarizados com os recursos da internet e portanto tinham mais dificuldades em fazer seus pedidos pelo site. A preocupação então foi desenvolver um processo com etapas bastante claras e didáticas, com o suporte de seções esclarecendo as dúvidas mais freqüentes e um canal de comunicação direta (Fale Conosco) e também uma forma simplificada para facilitar a compra de clientes recorrentes.

Promoção: Para divulgar o site aos clientes e prospects, foi criada uma newsletter para divulgar as promoções e os lançamentos.

Resultados

O novo site desenvolvido pela Magoweb entrou no ar em agosto e, de acordo com Janaina Patta, tem tido resultados bastante satisfatórios. “Tínhamos receio de que nossos clientes, principalmente os mais acostumados ao site anterior, estranhassem e tivessem dificuldades, mas aconteceu o contrário”, explica. “A receptividade foi a melhor possível, o site recebeu muitos elogios.”

A aprovação se traduziu nas vendas. Desde o lançamento o site passou a centralizar 98% das vendas da Geguton, um aumento de 28 pontos percentuais em apenas três meses. O número de clientes cadastrados cresceu 25%, enquanto o de ativos aumentou 70%.

“A grande sacada da equipe da Magoweb foi o de procurar entender o nosso negócio e o que nossos clientes precisavam. Percebendo a dificuldade em navegar pelo site, criaram uma forma simples e prática de acessar, pesquisar os itens de interesse e comprar”, destaca Janaina.

Clipping Magoweb | Comércio eletrônico é alternativa para negócios de pequenos empresários

O comércio eletrônico ou e-commerce, como é conhecido mundialmente, pode ser uma boa saída para a realização de negócios por micro e pequenos empreendedores, como artesãos. A afirmação foi feita pelo diretor executivo da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net), Gerson Rolim.

“Nós enxergamos o comércio eletrônico como uma excelente e gigantesca oportunidade de negócios para o micro, pequeno e médio empresário. E o artesão, certamente, se encontra nesse rol de empreendedores, principalmente se esse pequeno empreendedor tem foco em um mercado de nicho, que é o perfil do artesão, que trabalha em um produto específico que acaba sendo regional”, disse.

A camara-e.net tem observado um crescimento acelerado do comércio eletrônico no Brasil, que este ano deverá aumentar 40% em relação ao faturamento do ano passado, de R$ 10,5 bilhões. Rolim destacou que o e-commerce traz também ferramentas – os portais de comparação de preços – que permitem aos consumidores ter instantaneamente a informação de onde comprar pelo menor preço possível.

Para ter competitividade de preços com os grandes varejistas online, Rolim recomendou que os pequenos empreendedores deem prioridade a uma produção diferenciada.

As lojas virtuais, como o portal Tanlup – que em 14 meses de lançamento já tem 1.400 pequenos empreendedores associados de artesanato e moda -, são uma tendência mundial, admitiu o diretor executivo da camara-e.net. “Para o pequeno [empreendedor], que tem mercado limitado ao bairro ou à microrregião onde atua, ele rompe essas barreiras geográficas por meio da internet. Ele passa a poder atender a todos os municípios do seu estado e, numa situação mais abrangente, [atende] o Brasil inteiro e até fora do país”.

Em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae) e os Correios, a camara-e.net realiza um trabalho de sensibilização e capacitação dos micro, pequenos e médios empreendedores para o comércio eletrônico. O evento ciclompe.net faz essa capacitação.

Rolim assegurou que os negócios feitos por meio do e-commerce nessas lojas virtuais são seguros para os consumidores. Para reduzir experiências ruins nas transações pelo comércio eletrônico, a camara-e.net recomenda que os consumidores comprem de lojas e marcas conhecidas.

Para abranger os micro e pequenos empreendedores que ainda não têm marcas conhecidas, a entidade e as associações comerciais estão se preparando para lançar, ainda neste semestre, um selo de qualidade na internet. “Assim como o e-consumidor tem uma cartilha de boas práticas para seguir, para minimizar ao máximo o risco de ter uma experiência ruim online, também existem boas práticas de segurança a serem seguidas pelo e-varejista”, observou Rolim.

A certificação permitirá à câmara indicar que os consumidores podem comprar dos pequenos empreendedores que tenham um selo de qualidade homologado pela entidade e pelas associações de comércio. Ele garantiu que o Brasil tem hoje um grupo de empresas que prestam serviços de pagamento para o comércio eletrônico com segurança, que “mitigam a quase zero o risco da transação online. Um desses sistemas é o PagSeguro, associado da camara-e.net, utilizado pelo portal Tanlup.

Rolim avaliou que o êxito desse mercado de lojas virtuais se deve ao fato de o portal lançar mão de ferramentas seguras que, de um lado, facilitam a vida do e-varejista e, de outro, aumentam a segurança da transação. Os sistemas de pagamento eletrônico se responsabilizam pelo risco da operação, esclareceu.

“O mercado está se profissionalizando e o sistema que atende o comércio eletrônico no Brasil está maduro a ponto de começar a exportar know-how para países vizinhos”, afirmou.

Os consumidores podem obter maiores informações ou tirar dúvidas sobre a segurança no e-commerce no site Movimento Internet Segura, no endereço www.internetsegura.org, uma prestação de serviço público.

Fonte: Jornal NH

Clipping Magoweb | Cartilha orienta sobre comércio eletrônico

O consumidor vai ter à disposição uma cartilha para deixar mais claros os seus direitos em relação ao comércio eletrônico. A iniciativa é do Ministério da Justiça. A motivação para a medida é o forte crescimento dessa modalidade de transação e também de reclamações.

A secretária de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça, Mariana Tavares, explica que a intenção foi criar uma interpretação única sobre o tema para todos os Procons do Brasil. Antes, questões relacionadas ao comércio eletrônico ficavam sujeitas a interpretações do atual Código de Defesa do Consumidor (CDC).

A secretária lembra que, de outubro de 2004 até janeiro de 2010, foram registradas 22 mil reclamações pelo Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (SNDC). Segundo ela, essa adaptação do atual código para transações feitas na internet vai estimular o comércio eletrônico ao dar mais proteção ao consumidor e também ao fornecedor.

As regras agora exigem informação e também documentação de todas as etapas do processo de compra. Os pontos mais destacados pela secretária são os que tratam sobre o direito do consumidor de desistir da compra em até sete dias se não gostar do produto – sem que isso implique custos para ele – e também o que exige mais informações sobre o fornecedor. Caberá aos fornecedores colocar à disposição dos clientes os meios para cumprir este direito.

“O comprador tem que saber onde procurar se o produto vier com defeito”, afirmou Mariana Tavares. E completou: “É preciso saber o telefone, o endereço ou o e-mail do fornecedor”. O documento também trata da proteção contra práticas abusivas pelos fornecedores.

Na opinião da secretária, o consumidor pode ficar mais vulnerável nas compras realizadas em ambiente virtual. “O desenvolvimento econômico e as novas tecnologias não podem ser empecilho para a transparência necessária em qualquer relação comercial.”

Fonte: Jornal da Tarde

Clipping Magoweb | e-commerce deve faturar R$ 14,3 bilhões em 2010

A e-bit, empresa de inteligência de comércio eletrônico, divulgou um balanço das vendas do comércio eletrônico no Brasil nesta terça-feira (10). Segundo a companhia, a previsão de crescimento do setor é de 35% em relação ao ano passado.

O e-commerce brasileiro faturou R$ 6,7 bilhões no primeiro semestre do ano, um crescimento de 40% se comparado com o mesmo período de 2009. O tíquete médio foi de R$ 379, representando um crescimento de 17% em relação ao ano passado, que era de R$ 323. A explicação para esse aumento é a maior regularidade na venda de produtos de maior valor agregado.

O balanço do primeiro semestre mostrou que 20 milhões de pessoas compraram pelo menos uma vez pela internet. Esse número pode chegar à 23 milhões até o final do ano.

Os produtos mais vendidos nesse período foram Livros, assinaturas de revistas e jornais e Eletrodomésticos, representando 15% e 14% das compras, respectivamente. A Copa do Mundo e a redução do IPI no começo do ano foi um dos motivos para que os eletrodomésticos ocupassem a segunda posição.

Redes sociais

De acordo com a pesquisa, 55% das pessoas que fizeram uma compra pela web, influenciados por uma rede social, são mulheres. Outra constatação da pesquisa foi a idade dos compradores de redes sociais, em média são sete anos mais novos, esses compradores mostraram uma frequência baixa de compra em comparação com os outros e-consumidores.

A categoria Moda e acessórios é a mais comprada pelos e-consumidores influenciados pelas redes sociais, com cerca de 20% do volume transacional. A mesma categoria representa 4% das vendas totais no comércio virtual. O tíquete médio desses compradores é de R$ 269.

Resistência à compra

Segundo o estudo, 90% dos entrevistados disseram que visitaram alguma loja virtual no período de uma semana e decidiram não comprar nada. Dos visitantes que não compraram nada, 86% disse ter apenas olhado algum item e não finalizaram a compra, 7% começaram o processo de compra, mas acabaram não concluindo o procedimento pelo valor do frete ou do total do produto e 7% colocaram alguns produtos no carrinho e saíram da loja virtual sem comprar nada.

Previsão 2010

A pesquisa aponta que o e-commerce deve fechar o ano com um crescimento de 35% em relação ao ano de 2009, com um faturamento de R$ 14,3 bilhões. O final do ano pode representar 55% do faturamento total do canal, devido às festas de fim de ano.

Em 2010, o número de pessoas que fizeram pelo menos uma compra pela internet deverá aumentar, segundo a pesquisa. Ao final de 2009 o e-bit havia registrado 17,6 milhões de compradores, já a expectativa para o final desse ano é de que pelo menos 23 milhões de pessoas passem a fazer compras on-line. O valor do tíquete médio deve ficar em R$ 375 para o final de 2010.

Fonte: e-commerce News

Clipping Magoweb | Brasil é 13º do mundo em e-commerce

O Brasil é o 13º país com o maior volume transacionado pela internet. Em 2009, o país movimentou US$ 8,7 bilhões, um aumento de 10,3% em relação a 2008. Se comparado a 2005, esse volume teve um crescimento de 254%, um dos maiores dentre os países pesquisados. As informações são do relatório sobre comércio eletrônico, divulgado pela everis, consultoria multinacional de negócios e tecnologia da informação, e que englobou dados de 41 países.No ranking geral de vendas, o primeiro lugar é ocupado pelos Estados Unidos, com um movimento anual de US$ 134,9 bilhões, seguido pelo Japão, com US$ 51,2 bilhões, e pela China, com US$ 36,9 bilhões. O Brasil liderou as vendas no comércio eletrônico na América Latina em 2009, uma prova da maturação dos negócios via internet no País.

“O comércio eletrônico está em rápida expansão em todo o mundo. Mesmo com a forte crise financeira internacional ocorrida no ano passado, o crescimento das vendas eletrônicas não sofreu diminuição. Ao contrário, as vendas mundiais, em dólares, aumentaram 4,5%, com destaque para os países do BRIC -Brasil China, Índia e Rússia-, onde o aumento foi de 15,8%, e para a América Latina, que registrou um aumento de 10%”, analisa o presidente da Everis Brasil, Teodoro López.

O relatório aponta ainda que em 2009, as vendas eletrônicas alcançaram, em todo o mundo, a marca de US$ 502,1 bilhões, um aumento de 4,5% em relação a 2008, e o dobro do valor apresentado em 2004. A média proporcional geral entre o volume de vendas eletrônicas e o PIB foi de 0,88%. No caso do Brasil, essa relação foi de 0,55%.

Uma outra pesquisa divulgada na última quarta-feira (16/06) pela E-bit, empresa de informações sobre comércio eletrônico, os consumidores que optam pelas compras via internet são mais jovens e ganham mais que o dobro dos que preferem o varejo tradicional.

De acordo com o levantamento, enquanto 80% dos adeptos às compras virtuais têm entre 25 e 59 anos, 66% dos consumidores de lojas encontram-se nessa faixa de etária. A renda média familiar do e-consumidor é de cerca de R$ 3.560, enquanto os que realizam suas compras offline ganham R$ 1.444.

Fonte: eMarket News

Vídeo | 10 coisas essenciais que você precisa saber sobre e-commerce

Esse é o tema de um dos novos vídeos tutoriais da Magoweb que você não pode perder. Se você está planejando seus investimentos na internet, não perca também o vídeo “Dicas para escolher seu fornecedor de marketing digital e soluções web”. Confira a lista de vídeos lançados até agora:

10 coisas essenciais que você precisa saber sobre e-commerce

Dicas para escolher seu fornecedor de marketing digital e soluções web

10 dicas com informações sobre o que você precisa saber sobre o seu site

Dicas de como planejar sua presença digital

Como está sua empresa na internet?

A essência do marketing digital

Internet já é fonte de renda para 30 mil brasileiros

A quantidade de pessoas que declararam a comercialização no portal Mercado Livre como sua principal fonte de renda atingiu 38,8 mil em 2007, segundo levantamento feito pela ACNielsen. O portal já encomendou uma atualização da pesquisa e estima que o número de usuários que obtém renda no Mercado Livre acompanhou o crescimento da plataforma, afirma Helisson Lemos, diretor comercial e de marketing da companhia. O portal somou 40 milhões de usuários cadastrados no terceiro trimestre de 2009, uma expansão de 25% em um ano. Com esta taxa de crescimento, a estimativa é que cerca de 60 mil pessoas já vivam de comercializar produtos na plataforma.

“É possível viver da venda de produtos pelo Mercado Livre porque o portal democratiza o comércio on-line. Grandes empresários, pequenos e pessoas físicas brigam pelo mesmo público na plataforma”, diz Lemos.

Os dados são do Mercado Livre, mas eles refletem um movimento maior de popularização da internet no Brasil, que permite a geração de renda via e-commerce para pequenos empresários e pessoas físicas. Neste ano, o Brasil atingirá 15 milhões de conexões de banda larga e o comércio eletrônico crescerá cerca de 30%, segundo projeções de analistas do setor.

Fonte: G1

Cresce a confiança no e-commerce

Pesquisas coletadas junto a mais de 130 mil pessoas que fizeram compras pela Internet no mês de novembro revelam que 86,71% delas estão satisfeitas com o desempenho do comércio eletrônico brasileiro.

Esta é a terceira melhor marca de 2009 do Índice de Confiança do e-consumidor, estudo desenvolvido pela consultoria e-bit em parceria com o Movimento Internet Segura (MIS). O resultado demonstra que o aumento do volume de transações pela rede causado pelas compras de final de ano não tem provocado impacto na eficiência das lojas.

O coordenador do Movimento Internet Segura, Djalma Andrade, afirma que os 86, 71% de aprovação em novembro só ficam atrás de julho e agosto, quando o índice superou a casa dos 87%. “Somando os percentuais registrados de janeiro a novembro deste ano, temos uma média de 86,43%  de satisfação”, afirma.

O diretor executivo da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net) Gerson Rolim ressalta o fato de que este desempenho de novembro praticamente garante que a média de satisfaçãodo ano ficará acima dos 85%, padrão considerado pela camara-e.net como sendo de excelência para o varejo eletrônico.

“Nos Estados Unidos, por exemplo, onde a cultura de compras não presenciais é muito mais disseminada do que no Brasil, a média de satisfação é de 82%. Levando-se em conta toda a complexidade das compras pela Internet, principalmente num país com dimensões continentais como o Brasil, temos consciência de que é muito difícil alcançar patamares próximos a 80% de satisfação, por isso consideramos 85% um marco de eficiência do segmento”, afirma.

Djalma comenta que a eficiência das lojas eletrônicas apontada pelos próprios compradores poderia ser ainda maior caso não tivesse ocorrido a greve dos Correios. “Este evento pode ter provocado alguns atrasos de entregas que justificariam uma redução do índice de satisfação tanto de setembro, quando efetivamente os trabalhadores cruzaram os braços, como de outubro, quando eles voltaram a trabalhar mas se depararam com um grande acúmulo de entregas a serem feitas”, diz

Fonte: Decision Report